Abordagem não farmacológica da síndrome dos ovários policísticos com intervenções nutricionais e exercícios

Autores

  • Laura Matoso Costa Assuncao
  • Eduarda Kalil da Mata
  • Júlia Greco Brina
  • Julia Sales Issa Vilaça
  • Ana Laura Sá Bittencourt
  • Fábio Henrique Soares Falquetto
  • Elisa Maestrini Bruno
  • André Emmanuel Pinheiro Linhares Franco
  • Elisa Chiari Dombeck Schott
  • Carolina Carvalho de Faria
  • Fernanda Ganem Cadar de Almeida
  • Felipe Martins Delfim
  • Gabriela Ferreira de Farias
  • Maria Cecília Tavares Duarte
  • Daniel Moura Vieira

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.22003987

Palavras-chave:

Síndrome dos Ovários Policísticos, Intervenção Nutricional, Modificação do Estilo de Vida

Resumo

Introdução: A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) afeta 5% a 20% das mulheres em idade reprodutiva, com manifestações que incluem hiperandrogenismo, anovulação, resistência insulínica, síndrome metabólica, diabetes tipo 2, depressão e ansiedade. Diretrizes internacionais recomendam modificação do estilo de vida — dieta, exercício e intervenções comportamentais — como terapia de primeira linha. Objetivo: Analisar criticamente as evidências sobre abordagem não farmacológica da SOP por meio de intervenções nutricionais e exercícios físicos, identificando estratégias com maior suporte científico e contradições na literatura. Metodologia: Revisão narrativa da literatura com busca na PubMed/MEDLINE (271 artigos iniciais; após filtros, 14 selecionados). Resultados: Não há superioridade clara de uma composição dietética específica sobre outra; modificações na qualidade ou quantidade de macronutrientes produzem efeitos similares. A dieta cetogênica promoveu perda de peso significativa e melhora em parâmetros bioquímicos (androgênios, HOMA-IR, razão LH/FSH), mas com baixa adesão a longo prazo. Exercício aeróbico vigoroso melhorou composição corporal, aptidão cardiorrespiratória e resistência insulínica. Intervenções multicomponentes (terapia cognitivo-comportamental, dieta e exercício) reduziram a prevalência de síndrome metabólica em 21,6% (P=0,037) e, em adolescentes, reduziram peso (3,14 kg) e circunferência abdominal (4,68 cm), com razão de chances para regularidade menstrual de 3,30 (IC95%: 2,06–5,25). Programas de saúde móvel baseados no modelo transteórico reduziram IMC, circunferência abdominal, ansiedade e depressão aos 6 e 12 meses. Barreiras incluem educação insuficiente dos profissionais, estigma de peso, foco excessivo em perda de peso e fertilidade, e alta prevalência de depressão e ansiedade. Conclusão: Intervenções multicomponentes que integram dieta, exercício e suporte comportamental produzem benefícios superiores ao cuidado usual. Não há evidência para recomendar uma composição dietética específica; a adesão sustentada é mais relevante que o padrão alimentar. Barreiras sistêmicas comprometem a eficácia clínica.

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Publicado

2026-06-24

Como Citar

Assuncao, L. M. C., Mata, E. K. da, Brina, J. G., Vilaça, J. S. I., Bittencourt, A. L. S., Falquetto, F. H. S., Bruno, E. M., Franco, A. E. P. L., Schott, E. C. D., Faria, C. C. de, Almeida, F. G. C. de, Delfim, F. M., Farias, G. F. de, Duarte, M. C. T., & Vieira, D. M. (2026). Abordagem não farmacológica da síndrome dos ovários policísticos com intervenções nutricionais e exercícios. Revista OWL (OWL Journal) - REVISTA INTERDISCIPLINAR DE ENSINO E EDUCAÇÃO, 4(6), 1–14. https://doi.org/10.5281/zenodo.22003987