Os prejuízos da aquisição de primeira língua tardia para a criança surda
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.22086841Palavras-chave:
Aquisição da linguagem tardia, Período crítico, LibrasResumo
A aquisição da linguagem durante o período crítico constitui um fator essencial para o desenvolvimento linguístico, cognitivo e social da criança. No caso dos surdos o acesso à primeira língua frequentemente ocorre de forma tardia, uma vez que a maioria nasce em famílias ouvintes que desconhecem a Língua Brasileira de Sinais (Libras) e, sua importância para o desenvolvimento infantil. Nesse contexto, o presente artigo discute os impactos da aquisição tardia da primeira língua para a criança surda, enfatizando os prejuízos decorrentes da ausência de input linguístico acessível durante o período crítico de aquisição da linguagem. Fundamentado na Teoria Gerativa, especialmente nos estudos de Chomsky (1998, 2005), o trabalho parte do pressuposto de que todo ser humano, em condições neurobiológicas favoráveis, possui uma capacidade inata para adquirir linguagem, desde que seja exposto precocemente a uma língua natural. A partir da revisão da literatura, argumenta-se que o atraso ao contato com a Libras pode comprometer o desenvolvimento linguístico, a constituição da identidade surda, a aprendizagem escolar e a aquisição da língua portuguesa como segunda língua. Conclui-se que a garantia do acesso precoce à Libras, tanto no contexto familiar quanto educacional, é indispensável para promover o desenvolvimento integral da criança surda.
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