CORPO ESCRITOR CRÍTICO: CONSTRUINDO PONTES PARA UMA EDUCAÇÃO LIBERTADORA PARA ALÉM DO BANCARISMO
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.10672037Palavras-chave:
Escrita, Política, Pandemia, Ética, EnsinoResumo
Este artigo consiste em um relato de experiência, no qual busco compartilhar as práticas pedagógicas vivenciadas no ano de 2021, no contexto da escrita, e os desafios associados à implementação de uma práxis de natureza crítica durante os tempos de pandemia. Para tanto, é imprescindível elevar a abordagem pandêmica não apenas à dimensão da organicidade ─ biológica/natural ─, mas também enfrentar sua faceta política ─ no âmbito da microfísica do poder, no plano da imanência. Dessa maneira, busco analisar o problema em suas dimensões macro e micropolíticas, as quais se entrelaçam continuamente, evidenciando a constatação de que tudo é político, inclusive o ensino e a educação. As reflexões presentes neste trabalho permeiam a experiência pedagógica e as limitações dos campos teóricos e práticos que fundamentam a perspectiva metodológica deste resumo. Por fim, destacam-se como questões-problemas centrais deste manuscrito as seguintes indagações: Como conceber uma práxis pedagógica que confronte as diferenças e proporcione um ambiente de ensino e educação no contexto histórico-material, onde os fundamentos significativos de liberdade conduzem à conscientização em prol da transformação do mundo? Em um ambiente virtual, como pode ocorrer a formação de um corpo de escritores em evolução e crítico? Desta forma, apresentam-se os desafios cruciais que pretendo abordar nas entrelinhas deste trabalho. Todas as experiências de ensino e educação aqui discutidas envolvem interações com corpos marginalizados; trata-se de um relato de um professor negro em relação a estudantes mulheres, travestis, minorias sexuais e pessoas em condições socioeconômicas vulneráveis. Compartilho essas experiências a partir desta perspectiva. O reconhecimento desse entrelaçamento constitui o primeiro gesto crítico em ação.
Referências
DESCARTE, René. Discurso do método: 458. 1. ed. Editora. L± Edição de bolso, 2005.
DELEUZE, Gilles. Crítica e clínica. 1. ed. Editora 34, 1997.
DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. Mil platôs – capitalismo e esquizofrenia, vol. 3. 2. ed. Editora. 34, 2012.
DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. O anti-édipo. 2. ed. São Paulo: Editora 34, 2011.
DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. O que é filosofia? 3. ed. Editora. 34, 2010.
FOUCAULT, Michel. A coragem da verdade. 1. ed. Editora. WMF Martins Fontes, 2011.
FOUCAULT, Michel. O governo de si e dos outros. 4. ed. Editora. WMF Martins Fontes, 2018.
FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir. 1. ed. Editora. WMF Martins Fontes, 2014.
FREIR E, Paulo. Educação como prática de liberdade. 1. ed. Editora. Paz & Terra, 1967.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. 1. ed. Editora. Paz & Terra, 2021.
MARTINS, Beatriz Adura. Por uma escrita dos restos: O encontro entre a psicologia e os assassinatos de travestis. 1. ed. Editora. Gramma, 2017.
REGUEIRA, Chico. Traficantes e milicianos cortam internet de moradores no RJ para cobrar pelo serviço. G1 ─ Rio de Janeiro. 20 out. 2020. Disponível em: <https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2020/10/20/traficantes-e-milicianos-cortam-internet-de-moradores-no-rj-para-cobrar-pelo-servico.ghtml>. Acesso em 15 de fevereiro de 2024.



































