HÉRNIA UMBILICAL: INTEGRAÇÃO ENTRE COLÁGENO, MMPS E TIMPS NA PATOGÊNESE DA HÉRNIA UMBILICAL: IMPLICAÇÕES CLÍNICAS E TERAPÊUTICAS
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.12702693Palavras-chave:
hérnia umbilical, colágeno, patogêneseResumo
Resumo: Uma hérnia umbilical ocorre quando partes do intestino ou tecido adiposo protraiem através de uma fraqueza na parede abdominal perto do umbigo. Esta condição pode afetar tanto recém-nascidos quanto adultos, sendo potencialmente causada por fatores como obesidade, gravidez, esforço físico excessivo ou cirurgias abdominais anteriores. O tratamento cirúrgico pode ser necessário para corrigir a abertura na parede abdominal quando a hérnia se torna sintomática. Objetivo: Este estudo visa investigar a etiologia, etiopatogenia, fisiopatologia e a relação entre hérnia umbilical, colágeno e enzimas bioquímicas de degradação. O objetivo é melhorar a compreensão clínica da condição e orientar práticas terapêuticas para melhorar os resultados clínicos após herniorrafia umbilical. Método: Foi realizada uma revisão detalhada da literatura para reunir informações sobre a etiologia da hérnia umbilical em recém-nascidos e adultos, incluindo fatores predisponentes como obesidade, gravidez, ascite, cirurgias abdominais anteriores, esforço físico excessivo e tosse crônica. Além disso, foram revisados os mecanismos patogênicos, destacando o aumento da pressão intra-abdominal e a fraqueza da parede abdominal. A relação entre colágeno, suas alterações na síntese, qualidade e degradação mediada por MMPs também foi explorada. Resultado: Os resultados destacam que a hérnia umbilical resulta de um desequilíbrio entre a pressão intra-abdominal e a integridade estrutural da parede abdominal, facilitando a protrusão de tecidos através do umbigo. Alterações na síntese, qualidade ou degradação do colágeno, principalmente mediadas por MMPs, desempenham um papel crucial na patogênese da hérnia umbilical. Conclusão: A compreensão dos processos envolvidos na hérnia umbilical, incluindo a interação entre colágeno, MMPs e TIMPs, é essencial para orientar intervenções terapêuticas eficazes. Este conhecimento pode melhorar a gestão clínica da hérnia umbilical, promovendo uma cicatrização adequada e reduzindo o risco de recorrências após herniorrafia.
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