TRATAMENTO CIRÚRGICO DO MEGACÓLON CHAGÁSICO E NÃO CHAGÁSICO
RETOSSIGMOIDECTOMIA ABDOMINAL E ANO-RETOMIECTOMIA POSTERIOR
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.13765856Palavras-chave:
Megacólon Chagásico, Megacólon Não Chagásico, Retossigmoidectomia, Ano-RetomiectomiaResumo
Objetivos: O objetivo deste estudo é avaliar a eficácia das abordagens cirúrgicas para o tratamento do megacólon, com foco na retossigmoidectomia abdominal e na ano-retomiectomia posterior, em pacientes com megacólon chagásico e não chagásico. O estudo visa comparar as técnicas em termos de alívio dos sintomas, recuperação pós-operatória e complicações associadas. Métodos: Foi realizada uma revisão retrospectiva dos registros de pacientes submetidos a retossigmoidectomia abdominal e ano-retomiectomia posterior para megacólon chagásico e não chagásico. Os dados analisados incluíram características demográficas, indicações para cirurgia, detalhes da técnica cirúrgica, e resultados clínicos, incluindo alívio dos sintomas, tempo de recuperação e incidência de complicações. As complicações avaliadas foram infecção da ferida operatória, deiscência anastomótica, estenose anastomótica, abscesso intra-abdominal e hemorragia intraoperatória. Resultados: Ambos os procedimentos cirúrgicos demonstraram ser eficazes na melhoria dos sintomas associados ao megacólon. A retossigmoidectomia abdominal resultou em alívio significativo dos sintomas para a maioria dos pacientes, com uma recuperação relativamente rápida e um baixo índice de complicações graves. A ano-retomiectomia posterior foi associada a uma abordagem mais extensa e, consequentemente, a um período de recuperação mais longo, mas também mostrou ser eficaz na resolução dos sintomas. As complicações mais frequentes foram infecção da ferida operatória e deiscência anastomótica, mas a incidência de complicações graves foi baixa. Conclusão: Tanto a retossigmoidectomia abdominal quanto a ano-retomiectomia posterior são opções eficazes para o tratamento do megacólon, com a escolha do procedimento dependendo da gravidade da condição e das características individuais do paciente. A retossigmoidectomia abdominal é frequentemente preferida para casos menos extensos devido à recuperação mais rápida e menor complexidade, enquanto a ano-retomiectomia posterior é reservada para casos mais avançados ou complicados. A gestão adequada das complicações e o monitoramento pós-operatório são cruciais para otimizar os resultados e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
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