DESEMPENHO DA LINFADENECTOMIA D2 NO TRATAMENTO CIRÚRGICO DO CÂNCER GÁSTRICO: EVIDÊNCIAS E DESAFIOS
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.14047196Palavras-chave:
câncer gástrico, quimioterapia adjuvante, cirurgia robótica, Helicobacter pylori, linfadenectomia D2Resumo
Objetivo: Avaliar o impacto da linfadenectomia D2 no tratamento cirúrgico do câncer gástrico, revisando as evidências sobre sua eficácia em termos de sobrevida, controle locorregional, e estadiamento, além de discutir os desafios relacionados às complicações e à mortalidade pós-operatória. Métodos: Realizou-se uma revisão de literatura abrangente utilizando bases de dados científicas como PubMed, Scopus, e Web of Science, enfocando estudos clínicos randomizados e meta-análises sobre a linfadenectomia D2. Foram incluídos artigos que compararam a técnica D2 com a linfadenectomia D1, abordando desfechos como taxa de sobrevida, complicações, mortalidade pós-operatória e qualidade de vida. Resultados: A linfadenectomia D2 mostrou superioridade em termos de sobrevida a longo prazo, especialmente em pacientes com câncer gástrico avançado, devido à remoção mais extensa de linfonodos, o que permite melhor estadiamento e controle da doença. Centros de alta especialização e cirurgiões experientes apresentaram menores taxas de complicações, como fístulas pancreáticas e infecções, o que reforça a importância de realizar o procedimento em ambientes qualificados. Contudo, os riscos de mortalidade são significativamente maiores em centros de baixo volume e com equipes menos experientes. Tecnologias como a cirurgia robótica e terapias adjuvantes, como quimioterapia e imunoterapia, mostraram-se promissoras para melhorar a recuperação e reduzir complicações. Conclusão: A linfadenectomia D2 é uma estratégia eficaz para o manejo do câncer gástrico, oferecendo vantagens em termos de controle locorregional e sobrevida, mas sua execução exige expertise cirúrgica e deve ser feita em centros especializados. A combinação com avanços tecnológicos e terapias personalizadas melhora o prognóstico e a qualidade de vida dos pacientes. As futuras abordagens no tratamento do câncer gástrico devem focar na integração multidisciplinar e em estratégias personalizadas, considerando tanto as características clínicas quanto genéticas dos pacientes.
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