REPARO DE HÉRNIAS DA PAREDE ABDOMINAL ANTERIOR COM PRÓTESES ALOPLÁSTICAS: ESTUDO DE CASO-CONTROLE
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.16825906Palavras-chave:
hérnia, Próteses aloplásticas, Reparo de hérnia, Parede abdominal anterior;, Hérnia paraprostética, Estudo caso-controleResumo
Objetivo: Investigar a eficácia do uso de próteses aloplásticas no tratamento de hérnias da parede abdominal anterior, enfatizando a prevenção de complicações, como a formação de hérnias ventrais paraprostéticas. Método: Estudo caso-controle realizado em pacientes submetidos a intervenção de hérnias da parede abdominal anterior com próteses aloplásticas entre os anos de 2020 e 2024. O grupo de estudo incluiu pacientes que utilizaram próteses aloplásticas, enquanto o grupo controle foi formado por pacientes que não utilizaram próteses. A avaliação foi conduzida por meio de análise clínica e acompanhamento pós-operatório para identificar complicações e recidivas da hérnia, com um período de seguimento mínimo de 12 meses. Resultado/Discussão: A análise dos resultados indicou uma redução significativa na taxa de recidiva da hérnia ventral no grupo que usou próteses aloplásticas, em comparação ao grupo controle. No entanto, a incidência de complicações como infecção e dor crônica foi superior nos pacientes que utilizaram próteses, sugerindo que, apesar dos benefícios, o uso de próteses representa desafios clínicos a serem considerados. Conclusão: O uso de próteses aloplásticas no tratamento de hérnias da parede abdominal anterior provou-se eficaz na prevenção de hérnias ventrais paraprostéticas, mas a gestão das complicações associadas deve ser cuidadosamente planejada. Mais estudos são essenciais para otimizar o manejo pós-operatório e a seleção de materiais mais adequados para diferentes tipos de pacientes.
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