Concepções de suicídio entre docentes de instituições federais de ensino de Rondônia
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.19712855Palavras-chave:
Saúde mental, Suicídio, Trabalho docenteResumo
No Brasil, o Ministério da Saúde registrou cerca de 700 mil mortes por suicídio em 2022, considerando este um sério desafio de saúde pública. Diante desse cenário, torna-se relevante analisar as percepções de docentes das instituições federais de ensino de Rondônia sobre o suicídio. Esta pesquisa qualitativa e descritiva foi realizada com 160 docentes por meio de formulário eletrônico, com coleta de dados entre fevereiro e junho de 2025. Os dados foram organizados e analisados utilizando o software MAXQDA 2022, em aproximação à Análise de Conteúdo para compreender as nuances das concepções sobre o suicídio nesse grupo. Os resultados evidenciaram que docentes das instituições federais de Rondônia percebem o suicídio como resultado de sofrimento extremo e transtornos mentais. A compreensão de que o suicídio é um fenômeno complexo, multifatorial e intimamente vinculado a problemas de saúde mental foi latente. Apesar do reconhecimento da importância da prevenção, o tema ainda enfrenta resistência, tabu e estigma, demandando espaços de diálogo e formação continuada. Considera-se urgente a implementação de políticas integradas nas instituições de ensino pesquisadas, visando a promoção da saúde mental docente, valorizando a vida e garantindo a qualidade do ensino.
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