Processo transexualizador: barreiras ao acesso integral no Sistema Único de Saúde (SUS)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.20032100

Palavras-chave:

Transgênero, processo transexualizador, assistência à saúde integral, Foucault

Resumo

Este artigo analisa o acesso da população transgênero aos serviços de saúde, com foco no processo transexualizador. O objetivo é identificar quais são os impeditivos ao acesso integral à saúde pública, considerando as etapas de saúde-doença-cuidado, relativos espacialmente ao(s) processo(s) transexualizador(es), concebendo o cuidado que considere as singularidades dessa população como primazia. Trata-se de pesquisa qualitativa de natureza documental e bibliográfica, baseada em uma revisão integrativa de literatura e análise de documentos e materiais discursivos. Utilizou-se a ótica foucaultiana, especialmente no que tange à linguagem e ao discurso como um sistema de saber-poder. Os resultados demonstram o despreparo dos profissionais responsáveis pela execução dos serviços de saúde para a população trans e, portanto, uma discrepância entre o que promulga a lei e suas matizes pragmáticas. O despreparo manifesta-se, por exemplo, na recusa do uso do nome social e dos respectivos pronomes. Este cenário é fomentado pela cisheteronormatividade, que se configura como mecanismo de controle e interdição no campo da saúde coletiva.

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Publicado

2026-05-05

Como Citar

Manique, A. M. N., Amazonas, M. C. L. de A., Melo, G. L. de A., & Melo, D. de A. P. (2026). Processo transexualizador: barreiras ao acesso integral no Sistema Único de Saúde (SUS): . Revista OWL (OWL Journal) - REVISTA INTERDISCIPLINAR DE ENSINO E EDUCAÇÃO, 4(5), 1–25. https://doi.org/10.5281/zenodo.20032100