Ensino de modelos atômicos no contexto da educação inclusiva para alunos da 1ª série do ensino médio na cidade de Pastos Bons – MA

Autores

  • Marlony Brandão Santos Lopes
  • Mirian Dolores Coelho e Costa Silva
  • Talyne Costa da Silva
  • Ana Clara Silva Mafra
  • Alaecio Pinheiro dos Reis
  • Natale Cristine Costa Carvalho
  • Vera Lúcia Neves Dias
  • Quesia Guedes da Silva Castilho

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.21438047

Palavras-chave:

Educação inclusiva, Modelos atômicos, Ensino de Química, Recursos didáticos, Aprendizagem multissensorial

Resumo

Este trabalho nasceu de uma inquietação vivida na prática: como garantir que todos os estudantes, independentemente de suas limitações, possam aprender Química de verdade, com compreensão, participação e pertencimento? A partir dessa pergunta, três licenciandos em Química da Universidade Estadual do Maranhão propuseram uma intervenção pedagógica voltada ao ensino de modelos atômicos para alunos da 1ª série do Ensino Médio de uma escola pública da cidade de Pastos Bons – MA, com foco na educação inclusiva. A questão norteadora foi: como ensinar modelos atômicos de forma inclusiva, palpável e lúdica, alcançando também os estudantes com necessidades educacionais específicas? Para respondê-la, foram elaborados cinco modelos atômicos tridimensionais, representando as teorias de Dalton, Thomson, Rutherford, Bohr e Schrödinger, construídos com materiais de baixo custo como isopor, tinta guache neon, arame galvanizado e E.V.A., com cuidado especial às texturas, cores contrastantes e diferenças de tamanho, para permitir o reconhecimento pelo tato. A metodologia seguiu uma abordagem exploratória e didática, estruturada em três momentos: uma avaliação diagnóstica inicial, uma aula prática com os modelos 3D e uma revisão interativa em formato de gincana. Os resultados foram animadores: os alunos demonstraram evolução notável na compreensão dos conteúdos, maior engajamento e curiosidade durante as atividades e, sobretudo, uma participação mais colaborativa e espontânea. A experiência revelou que recursos didáticos adaptados e metodologias multissensoriais têm o poder de tornar acessíveis até os conceitos mais abstratos da Química, e que uma aula verdadeiramente inclusiva beneficia a turma inteira. Conclui-se que a inclusão não é uma concessão, mas um direito, e que é possível e necessário construí-la, aula a aula, com criatividade, responsabilidade e amor pelo ensino.

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Publicado

2026-07-19

Como Citar

Lopes, M. B. S., Silva, M. D. C. e C., Silva, T. C. da, Mafra, A. C. S., Reis, A. P. dos, Carvalho, N. C. C., Dias, V. L. N., & Castilho, Q. G. da S. (2026). Ensino de modelos atômicos no contexto da educação inclusiva para alunos da 1ª série do ensino médio na cidade de Pastos Bons – MA. Revista OWL (OWL Journal) - REVISTA INTERDISCIPLINAR DE ENSINO E EDUCAÇÃO, 4(7), 1–20. https://doi.org/10.5281/zenodo.21438047