Análise da produção científica luso-brasileira sobre teletrabalho feminino
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.23074237Palavras-chave:
mulheres, teletrabalho, trabalho remoto, home office, gênero, bibliometriaResumo
Este estudo quali-quantitativo analisa a produção científica luso-brasileira sobre teletrabalho e gênero, a partir de um corpus de 33 artigos indexados na base Scientific Electronic Library Online (SciELO). A pesquisa mapeou o perfil temporal, editorial e de autoria das publicações, identificando um crescimento expressivo da produção a partir de 2020, em correlação com a pandemia da COVID-19. Os resultados evidenciam a hegemonia de periódicos brasileiros e uma elevada descentralização editorial, confirmando a natureza multidisciplinar do debate. Constatou-se o protagonismo feminino na condução das pesquisas, com predominância massiva de mulheres tanto na autoria total quanto na liderança (primeira autoria). As investigações revelam que, embora o teletrabalho ofereça potencial de flexibilidade, as temáticas predominantes enfatizam os desafios relacionados à sobrecarga de trabalho, à conciliação entre esferas produtiva e reprodutiva e às assimetrias de gênero que persistem no mercado laboral. Conclui-se destacando a necessidade de futuras pesquisas voltadas à formulação de políticas públicas e estratégias organizacionais que promovam a equidade de gênero no cenário pós-pandêmico.
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