Cartografias do Bom Viver e formação docente: território, democracia viva e inovação pedagógica
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.23245207Palavras-chave:
Bom Viver, Formação docente, Democracia viva, Educação para o desenvolvimento, Inovação pedagógicaResumo
Em contextos marcados por crise democrática, desigualdades estruturais e disputas em torno do sentido da educação, torna-se urgente repensar a formação docente como espaço de reconstrução da experiência democrática. Este artigo propõe articular o conceito latino-americano de Bom Viver com a formação de educadores, defendendo que práticas territoriais participativas podem contribuir para uma democracia viva nas escolas. A partir da investigação “Cartografias do Bom Viver”, desenvolvida no Brasil e em diálogo com Portugal no âmbito de estágio pós-doutoral, argumenta-se que a formação docente pode integrar metodologias territoriais, cartografia social e sistematização de experiências como dispositivos pedagógicos de inovação democrática. O referencial dialoga com Walter Mignolo, Alberto Acosta, Eduardo Gudyñas e Boaventura de Sousa Santos, tensionando suas contribuições à luz de perspectivas decoloniais. Defende-se que a democracia se aprende na experiência e que a formação de professores deve assumir centralidade estratégica na reconstrução do vínculo entre escola, território e justiça social.
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