Formação profissional e inserção no mercado de trabalho: percepções dos estudantes do Proeja do IFPI – Campus Teresina Central
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.23246118Palavras-chave:
Proeja, Educação Profissional, Formação Profissional, Mercado de Trabalho, Educação de Jovens e AdultosResumo
Este artigo analisa as percepções dos estudantes do programa nacional de integração da educação profissional com a educação básica na modalidade de educação de jovens e adultos (proeja), do instituto federal do Piauí (IFPI), Campus Teresina central, acerca de sua formação profissional e das possibilidades de inserção no mercado de trabalho. a pesquisa apresenta abordagem qualitativa, de caráter bibliográfico e de campo, realizada com 10 estudantes do curso técnico em comércio. para a produção dos dados, foram utilizados questionário semiestruturado e entrevista, contemplando aspectos relacionados ao perfil dos participantes, aos motivos de escolha do curso, à percepção sobre a formação profissional, às experiências anteriores no comércio, à relação entre os conteúdos trabalhados e as exigências do mercado de trabalho e às expectativas de inserção profissional. os resultados indicam que os estudantes reconhecem a importância da formação oferecida pelo curso e demonstram identificação com a área de comércio, sendo que parte significativa dos participantes já possuía experiência profissional no setor. entretanto, os dados também evidenciam dificuldades relacionadas à inserção no mercado de trabalho, destacando-se a necessidade de maior aproximação entre a instituição de ensino e as empresas, bem como a ampliação das oportunidades de estágio e de capacitação continuada. conclui-se que, embora a formação profissional seja percebida pelos estudantes como relevante para sua preparação para o mundo do trabalho, persistem desafios relacionados à efetivação da inserção profissional. nesse sentido, a articulação entre instituição de ensino, setor produtivo e políticas públicas constitui aspecto relevante para o fortalecimento das possibilidades profissionais dos estudantes do proeja.
Referências
ARROYO, M. G. Imagens quebradas: trajetórias e tempos de alunos e mestres. Petrópolis, RJ: Vozes, 2004.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica. Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos (PROEJA). 2006. Disponível em:<http://www.portalmec.gov.br>. Acesso em: 25 jun. 2010.
________. Congresso Nacional. Decreto n° 5.840. 13 de julho 2006. Institui, no âmbito federal, o Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos – PROEJA, e dá outras providências.
_________. MEC/SETEC/PROEJA. Documento Base. Programa nacional de integração da educação profissional com a educação básica na modalidade de educação de jovens e adultos. Brasília: SETEC/MEC, 2007.
FALEIROS, V. de P. A política social do estado capitalista: as funções da previdência e assistência sociais. São Paulo: Cortez Editora, 1980, p.57.
FREIRE, P. Pedagogia da Autonomia: saberes necessário à prática educativa. 25 ed. Sãp Paulo: Paz e Terra, 1996.
_________. Pedagogia do Oprimido. 2 ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.
FRIGOTTO, G.; CIAVATTA, M.; RAMOS, M. A gênese do Decreto n. 5.154/2004: um debate no contexto controverso da democracia restrita. In FRIGOTTO, G.; CIAVATTA, M.; RAMOS, M. (Org.). Ensino médio integrado: concepções e contradições. São Paulo: Cortez Editora, 2005, p. 84.
GONÇALVES, H de A. Manual de monografia, dissertação e tese. 2. Ed.rev.e atualizada. São Paulo: Avercamp, 2008.
LIMEIRA, L E. O PROEJA e seus desafios. São Paulo: Atlas, 2009.
MARX, K.; ENGELS, F. A Ideologia Alemã. Volume I. Brasil: Livraria Martins Fontes, 1982.
SILVA, G. C. R. F. O método científico na psicologia: abordagem qualitativa e quantitativa. Amazonas. 2010.
SEVERINO, A. J. Metodologia do Trabalho Científico. 22. ed. São Paulo: Cortez, 2002.





































