Uso e cobertura do solo e sua relação com a incidência de focos de calor no município de Ji-Paraná
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.23223902Palavras-chave:
Sensoriamento Remoto, Análise Espacial, Queimadas, Amazônia LegalResumo
A expansão das atividades agropecuárias na Amazônia Meridional tem provocado intensas transformações na paisagem natural, fragmentando ecossistemas e elevando a vulnerabilidade ambiental aos incêndios florestais. Este estudo tem como objetivo analisar a dinâmica espaço-temporal do uso e cobertura do solo e sua relação com a incidência de focos de calor no município de Ji-Paraná, Rondônia, no período de 2020 a 2025. Metodologicamente, a pesquisa ampara-se no emprego de técnicas de Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto em ambiente de Sistema de Informação Geográfica (SIG). Os dados de uso e ocupação da terra foram obtidos a partir das classificações anuais da plataforma MapBiomas, enquanto os registros de anomalias térmicas e focos ativos de fogo provêm do monitoramento orbital por sensores de satélite (MODIS e VIIRS) disponibilizados pelo Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). A análise geoespacial integra o cruzamento matricial de dados (overlay), para mapear as zonas de maior criticidade e hotspots térmicos no território. Os resultados preliminares evidenciam que a substituição da cobertura florestal primária por pastagens extensivas altera o microclima local e amplia o efeito de borda, tornando os remanescentes florestais adjacentes altamente suscetíveis à propagação do fogo antrópico. Conclui-se que a integração dessas geotecnologias gera subsídios robustos para o planejamento territorial, permitindo a formulação de políticas públicas direcionadas à conservação ambiental e ao Manejo Integrado do Fogo (MIF) na região.
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