Violência, colonialismo e exclusão em Frantz Fanon
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.23272574Palavras-chave:
Frantz Fanon, Violência Colonial, Descolonização, Emancipação, Guerra da ArgéliaResumo
O presente artigo analisa a trajetória revolucionária de Frantz Fanon e a elaboração de sua teoria da violência anticolonial no contexto da Guerra de Libertação da Argélia (1954–1962). Justifica-se a pesquisa pela necessidade de superar leituras reducionistas de sua obra, examinando o conceito de contraviolência em sua dimensão ética, política e descolonizadora. O objetivo geral consiste em compreender como Fanon articula a práxis revolucionária à crítica da exclusão e da violência estrutural do colonialismo. A metodologia baseia-se em uma pesquisa qualitativo-bibliográfica, pautada na análise hermenêutica das obras fanonianas em diálogo com comentadores pós-coloniais. Os resultados indicam que a violência anticolonial não representa um elogio à brutalidade, mas a radicalização do direito de resistência à opressão diante da cegueira moral e da opressão física e simbólica da metrópole. Conclui-se que a práxis de Fanon atua como instrumento de emancipação e restauração do sujeito, visando a construção de um novo humanismo.
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